sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Entrevista: Mina Andala

A atriz Mina Andala fala do seu início de carreira, da paixão pela comédia e da sua última personagem Neuza em «A Única Mulher». Hoje é a protagonista desta entrevista no SobreTudo.

1. Quem é a Mina Andala?
Uma mulher que adora representar e que, de vez em quando, tem essa oportunidade.

2. A Mina é licenciada em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Como nasceu esta paixão pela representação?
Nasci assim. Desde pequena que sempre gostei de ler histórias, de inventar histórias, sempre fui fascinada por atores.

3. Tornou-se conhecida dos portugueses pela sua participação na telenovela «Todo o Tempo do Mundo», da TVI. Como surgiu esta oportunidade?
O meu papel nessa novela foi mínimo. O que me deu alguma visibilidade foi «O Programa da Maria». Para ambos, vi o anúncio afixado no Conservatório de que havia um casting e eu fui.

4. Para além de telenovelas, a Mina participou nas séries humorísticas «Programa da Maria», «O Prédio do Vasco» e «VIP Manicure». Gosta de fazer comédia ou prefere outro registo?
A comédia gostou de mim. É muito difícil fazer comédia e eu apaixonei-me pela profundidade e pelos mecanismos muito próprios desse estilo de representação mas em abono da verdade, sempre achei que era uma atriz de cariz mais dramático.

5. Nos últimos quase dois anos, a Mina pôde ser vista no pequeno ecrã em «A Única Mulher». Que balanço faz da telenovela da TVI?
Já acabámos as gravações há já algum tempo e o que sinto olhando à distância é um grande orgulho e gratidão. Podia ter feito melhor mas valeu a pena, pela história, pelas pessoas que conheci, pela personagem que interpretei, por ter feito parte de um momento único, na minha opinião, da ficção nacional, por vários motivos.

6. Como analisa a evolução da personagem Neuza dos Anjos ao longo das três temporadas?
A Neuza passou de governanta dos Venâncio, a mãe da Mara Venâncio, a avó, sogra... passou de uma pessoa misteriosa do qual sabíamos pouco a uma espécie de heroína, mãe-coragem quando pudemos conhecer um pouco do seu passado e das tribulações da sua juventude. É uma personagem muito rica, densa.

7. Esta personagem já lhe rendeu um Prémio Áquila de Melhor Atriz Secundária. É bom sentir o reconhecimento do seu trabalho?
Acima de tudo é bom fazer o que se gosta com toda verdade e honestidade de que somos capazes, quando é publicamente reconhecido é encorajador. Sou muito insegura em relação à qualidade do meu trabalho, acho sempre que vou muito mal. Quando me disseram que tinha sido nomeada, acreditei um pouco mais em mim, enquanto atriz.

8. Terminadas as gravações de «A Única Mulher», já há projetos em vista?
Neste momento, estou em Londres, sem quaisquer projetos profissionais ou outros. Corrigindo: o projeto é ser feliz!

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