Cristina Ferreira 'debaixo de fogo' após declarações sobre caso de violação

Cristina Ferreira está a ser alvo de enorme indignação por parte de anónimos e figuras públicas nas redes sociais após um comentário sobre o caso de quatro influenciadores acusados de violar uma jovem de 16 anos, em Loures.
«Porque é assim, mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? É claro que têm que ouvir. Mas alguém entende aquele 'não quero mais'?», disse no programa «Dois às 10» (TVI) da passada terça-feira, 14 de abril.
Perante a polémica instalada, com milhares de queixas apresentadas junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a TVI não ficou indiferente e emitiu um comunicado, esta quarta-feira: «Uma pergunta formulada por Cristina Ferreira aos comentadores da Crónica Criminal, acerca do assunto, desencadeou um coro de críticas, com particular repercussão nas redes sociais», contextualizou.
«Lamenta-se a forma, o tom, a descontextualização e a manipulação grosseira com que as palavras da apresentadora estão a ser interpretadas e disseminadas. Em nenhuma circunstância, a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordaria com a banalização de um qualquer crime e muito menos, o incentivaria ou desvalorizaria. Violações ou sexo sem consentimento só podem ser objeto de repulsa e de condenação. Uma coisa é uma pergunta formulada no exercício das suas funções de apresentadora, com o intuito de proporcionar oportunidade para a expressão do repúdio que atos perpetrados por violadores, outra é manifestar uma opinião crítica. A pergunta aconteceu, o comentário não e muito menos a expressão de banalização do crime», acrescentou a estação de Queluz de Baixo.
«Outra coisa também é a impunidade com que a ofensa gratuita e leviana se espalha, sem controlo, sobretudo nas redes sociais. Os tribunais a quem se recorrerá tratarão de repor a justiça», rematou.

Já esta quinta-feira, 16, a apresentadora quebrou o silêncio através das redes sociais: «Rejeito e considero injustificável qualquer forma de crime ou de abuso. A visualização completa e objetiva da discussão sobre o tema ocorrida no programa, permite, pelo menos, entender duas coisas: em primeiro lugar, que nunca houve qualquer tentativa de justificação para o alegado crime em causa, que será objeto de julgamento criminal; em segundo lugar, que, as minhas palavras, foram proferidas no âmbito de uma pergunta aos comentadores da Crónica Criminal. Não como uma opinião pessoal minha sobre o tema. Em qualquer caso, salientando, repetidamente, que não queríamos justificar qualquer ação criminosa sobre a vítima. Não quisemos e não justificámos», começou por escrever.
«Como comunicadora sei o quão importante e difícil é a utilização das palavras certas ao longo de várias horas de programas em direto. Seja como for, independentemente da interpretação que cada pessoa possa ter retirado das minhas palavras, nunca tive qualquer intenção de justificar o alegado comportamento em causa. Muito menos, tive intenção de diminuir o sofrimento da alegada vítima», garantiu.
«Por fim, não sendo este o centro desta declaração, não posso também deixar de lamentar o nível de ataques à minha pessoa e à TVI que este episódio tem gerado. Uma coisa é a liberdade de opinião, que pratico na minha vida e que incentivo no espaço público. Outra coisa, são exercícios de puro ódio pessoal. Espero ter esclarecido a opinião pública e não tenciono fazer mais comentários sobre este tema», finalizou.


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