Beatriz Prates fala sobre a sua saída da CMTV: «Já não me sentia feliz, senti que estava a ser afastada de certos projetos»

Beatriz Prates anunciou a sua saída da CMTV no passado dia 8 de maio. «Por decisão minha, decidi encerrar este ciclo da minha vida, mas levo comigo uma gratidão enorme por este canal, que tanto me ensinou e que foi sem dúvida, uma verdadeira escola», escreveu no Instagram.
«Cresci, aprendi e tornei-me melhor naquilo que faço e acima de tudo, naquilo que amo e aquilo por que quero continuar a lutar e fazer para o resto da minha vida. (…) Saio de coração cheio, grata por tudo o que vivi e pronta para abraçar novos desafios», acrescentou a jovem apresentadora, repórter e comentadora.
Em entrevista à revista TV7 Dias, Beatriz Prates explicou: «Não saí em guerra porque houve uma conversa e acabei por sair a bem, ficou tudo bem e eles entenderam o porquê de eu querer sair. A verdade é que saí porque já não me sentia muito feliz, as coisas têm mudado um bocadinho e senti que estava a ser afastada de certos projetos. Primeiro era comentadora fixa do Olá, Bom Dia! e depois já não era, depois senti que fui afastada das reportagens no exterior. Foi uma decisão minha querer sair porque quero mais para mim». «Eu fui uma aposta das reportagens da manhã e, de repente, quando havia, em vez de mandarem uma comentadora da manhã, não o faziam. Isso começou umas duas semanas depois de o Rui Oliveira sair. Antes disso, eu fazia todas as reportagens e recebia um feedback muito bom dos superiores, eles estavam satisfeitos, por isso nem percebi, foi do nada. (…) Fiquei um bocadinho triste porque no fundo não estavam a ser cumpridas as coisas que era suposto eu fazer», explicou a enteada do cantor Toy.
Sobre a alegada tensão com Maya, diretora de entretenimento da CMTV, Beatriz Prates abriu o jogo: «A primeira [conversa] foi um bocadinho mais 'chata’, acho que por ela não estar à espera que eu me fosse embora. Porque as outras conversas sempre correram bem, eu sou sempre super compreensiva com todas as alterações. Senti que ela não ficou muito contente, mas depois até fiquei mais uma semana, porque precisavam de mim, e até ficaria mais um mês se fosse o caso. Fiz questão de dizer que não os deixava na mão. E, no fim dessa conversa já as coisas estavam diferentes, disse que eu tinha as portas abertas, que não tem nada a apontar. Nessa última conversa, a final, já me pareceu entender».
«Acho que como ela não estava à espera, a conversa não correu muito bem. Não é que nos tenhamos chateado, mas senti que ela foi um bocadinho mais bruta nas palavras. Eu tentei sempre, desde essa primeira chamada, sair a bem, e ela não estava a entender o meu lado. Basicamente dizia que eu não tinha razão, sendo que eu sabia muito bem, até porque eu fui com as ideias muito bem organizadinhas na minha cabeça. E muita coisa deixei por dizer. O que eu queria era sair a bem. Mas senti que ela foi mais bruta nas palavras», lamentou.

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