Sandra Felgueiras: «Uma notícia que me entristece profundamente, mas que, infelizmente, não me surpreende»

Sandra Felgueiras manifestou nas redes sociais a sua «enorme tristeza e consternação» perante o «despedimento de 12 profissionais do departamento gráfico da Medialivre, entre os quais cinco paginadores da revista SÁBADO». «Uma notícia que me entristece profundamente, mas que, infelizmente, não me surpreende. Era um caminho que já me parecia previsível quando deixei o grupo», escreveu.
«Enquanto antiga diretora da SÁBADO, quero manifestar a minha profunda solidariedade com todos os profissionais atingidos por esta decisão, pessoas que dedicaram anos de talento, trabalho e profissionalismo à revista», frisou a pivô da TVI.
Na mesma publicação, Sandra Felgueiras voltou a apontar o dedo às opções de gestão e ao processo de reestruturação da empresa. «Reafirmo aquilo que disse quando saí: quando não há vontade de proteger as pessoas, os projetos só têm um destino que é morrer. Quando se força uma reestruturação sem meios tecnológicos e falta de recursos humanos, destrói-se a motivação. Para fora, parece tudo bem mas por dentro, a maçã apodrece», afirmou.
A jornalista revelou ainda que deixou o grupo por não querer assistir ao rumo que considerava estar a ser seguido, criticando o recrutamento de caras conhecidas para dar credibilidade a um novo projeto televisivo.
No final, Sandra Felgueiras deixou uma reflexão sobre o futuro da comunicação social: «O jornalismo faz-se de pessoas. E quando se deixa de as valorizar, é o próprio jornalismo que se perde. No limite, o negócio consome o jornalismo e o dinheiro impõe-se à verdade».
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