Morreu o cineasta João Canijo (1957-2026)

O cineasta português João Canijo foi encontrado sem vida na passada quinta-feira, 29 de janeiro, aos 68 anos de idade, pela empregada doméstica, na sua casa perto de Vila Viçosa, no distrito de Évora, vítima de um ataque cardíaco fulminante.
Nascido no Porto a 10 de dezembro de 1957, João Altavilla Canijo frequentou o curso de História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980, mas viria a apaixonar-se pelo cinema, tendo iniciado a sua carreira como assistente de realização de Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Wim Wenders e Alain Tanner.
João Canujo lançou a sua primeira longa-metragem, «Três Menos Eu», em 1988, dois anos antes da série televisiva «Alentejo Sem Lei» (RTP). «Ganhar a Vida» (2001), «Noite Escura» (2004), «Sangue do Meu Sangue» (2021), «Fátima» (2017) e o díptico «Mal Viver/Viver Mal» (2023) constam do seu currículo de realizador e argumentista.
Considerado um dos principais autores do cinema português contemporâneo, João Canijo conquistou com o filme «Mal Viver» o Urso de Prata, prémio do júri do Festival de Cinema de Berlim, em 2023, ano em que recebeu também um prémio de carreira no festival de cinema Cineuropa, em Santiago de Compostela, Espanha. Foi ainda o candidato de Portugal ao Óscar de Melhor Filme Internacional.
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