Decoradora do «Querido, Mudei a Casa!» vence cancro e é diagnosticada com doença rara

No Dia Mundial da Luta Contra o Cancro (4 de fevereiro), Ana Antunes publicou um texto no seu blog onde afirma que 2018 foi «talvez um dos piores anos» da sua vida e responde às «mensagens a perguntar o que se passa» com a sua voz.
«Após regressar de umas férias onde tinha ficado com uma tosse que não melhorava, eu que nunca dou muita importância estas coisas de tosses e constipações, decidi sair do escritório ao final de um dia de trabalho e ir às urgências, em vez de ir para casa», começa por contar.
A decoradora do programa «Querido, Mudei a Casa!» submeteu-se a uma radiografia e a um TAC de urgência, que «acusou uma massa grande no mediastino (na zona do tórax imediatamente abaixo do pescoço) e o diagnóstico era 'provavelmente um linfoma', neste caso um linfoma que é sempre maligno ou seja, um cancro, e que estava localizado entre a veia cava e a traqueia, e que devido às dimensões estava já a pressionar a veia cava».
Ana Antunes foi «operada no espaço de 15 dias, para retirar o tumor e numa cirurgia de risco dado a localização em que se encontrava, e que já estava a provocar outros sintomas por causa da compressão da veia cava como cansaço, falta de ar, e edema (inchaço) dos membros superiores e inferiores».
A «operação correu bem», mas acordou com «uma das cordas vocais paralisada e sem voz» e seguiram-se nova cirurgia e terapia da voz.  Durante a análise do diagnóstico do exame do tumor que foi retirado, ficou a saber que tem doença de Castleman, uma doença rara «cuja estatística é de 23 pessoas diagnosticadas em um milhão».
«No fundo trata-se de um linfoma benigno que se pode desenvolver na região toráxica ou na região do abdómen e que, dependendo da sua localização, pode tornar-se mais grave ou menos grave, operável ou não operável. A forma localizada que consiste na formação de um nódulo linfático localizado e que regride sem sequelas após remoção cirúrgica, ou a forma multicêntrica que se espalha e necessita de quimioterapia», explica.
Ana Antunes confessa ainda: «Eu não tive medo de partir, só tive medo do sofrimento que ia causar aos que cá ficavam...».

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