João Ricardo e Tiago Rufino implacáveis com Manuel Melo

Manuel Melo está no centro da polémica após uma afirmação proferida durante a segunda gala da «1ª Companhia», este domingo, 4 de janeiro.
«Seria extremamente interessante deixarmos os BB’s [Big Brother] e SS’s [Secret Story - Casa dos Segredos] na Malveira, aqui é 1C [1ª Companhia] Bucelas», disse o ator na sequência de um debate sobre a postura de Noélia Pereira, envolvida em momentos de tensão e criticada por expor falhas dos colegas.
João Ricardo, ex-concorrente da «Casa dos Segredos 8», não escondeu a indignação: «Entraram num reality show, com câmaras 24 horas, microfones, edição, narrativa e contrato assinado. E mesmo assim acharam que podiam apontar o dedo a alguém por vir do Secret Story ou Big Brother, como se isso fosse um defeito de caráter. Usar frases como 'aqui não é a Malveira, aqui é Bucelas' não vos faz especiais, faz-vos ridículos. Porque a verdade é simples e desconfortável: vocês estão exatamente no mesmo sítio que dizem desprezar. Televisão. Reality show. Jogo. Personagem. Exposição. O cenário muda. O ego é o mesmo», começou por escrever num InstaStory.
«Quem ataca o percurso dos outros não esta a afirmar identidade nenhuma. Está só a mostrar medo de ser confundido. Medo de não ser diferente. Medo de não ser relevante sem descer alguém. Não existem realities nobres e realities menores. Existem pessoas que aguentam a exposição e pessoas que precisam de criar hierarquias imaginárias para dormir melhor à noite», acrescentou.
«Se não queriam ser associados a realities, havia uma escolha óbvia: não aceitavam o convite para a 1ª Companhia. Não entravam. Não assinavam. Não apareciam. Agora, já dentro do jogo, tentar vestir superioridade moral é só isso, um disfarce mal feito por insegurança. Aqui não há elite. Há concorrentes. E quem precisa de diminuir o passado dos outros é porque ainda não conseguiu construir nada que se aguente sozinho. Entrar num reality show e fingir que não é um reality show não é superioridade, é medo de se ver ao espelho», rematou.

Tiago Rufino, vencedor da «Casa dos Segredos 7», também se manifestou e atribuiu «nota negativa» a Manuel Melo: «Participou num reality show no verão passado [Big Brother Verão], onde se deu a conhecer muito pouco e acabou expulso. Na altura, não gostou da condução do programa e surge agora de novo, visivelmente ressabiado».
«Nos comentários de hoje, ao afirmar que 'ali não era a Malveira', demonstrou um certo preconceito camuflado, quase insinuando que, em Bucelas, o tipo de concorrentes seria diferente ou superior. Convém recordar que o próprio participou num reality show, segundo as suas palavras, por estar sem trabalho, tendo inclusive mostrado gratidão pelo convite. Regressa agora a um novo programa do mesmo género. Pode mudar o nome, mas continua a ser um reality show. Fugir a esse estigma seria simples: recusar participar. A partir do momento em que entra, é um concorrente como todos os outros, em pé de igualdade - tal como a Noélia», apontou.
«Menosprezar um reality show que tem mais audiências do que qualquer novela em que participou é também menosprezar o público que o acompanha e que o vê agora», finalizou.

Perante a controvérsia, a equipa de Manuel Melo viu-se obrigada a emitir um comunicado e esclareceu: «É importante contextualizar as palavras e não isolá-las da situação. A expressão utilizada pelo Manuel (...) foi dita no sentido de separar formatos, não de menosprezar pessoas, programas ou percursos.
«Este é um reality completamente diferente, com regras, dinâmicas e objetivos próprios. A comparação constante com outros programas acaba por gerar ruído e confusão dentro do jogo. A observação foi dirigida ao formato, não aos concorrentes», explicou.
«O Manuel conhece bem o universo dos reality shows, foi recentemente concorrente do Big Brother [Verão] e nunca faria um comentário com intenção de desvalorizar algo que também fez parte do seu caminho», garantiu a equipa.
«Mas, neste caso, o que está em causa não é o que foi dito, é a forma como foi ouvido e interpretado. Porque, muitas vezes, o problema não está em quem fala, mas na leitura que se faz das palavras. Seguimos com respeito, clareza e serenidade», concluiu.

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