Autor de «Prisão Domiciliária» desmente inspiração em José Sócrates


Protagonizada por Marco Delgado, «Prisão Domiciliária» é a nova aposta da plataforma de streaming OPTO SIC e narra a vida de Álvaro Vieira Branco, um ex-ministro que é preso em casa, após ter sido denunciado anonimamente no âmbito do caso Marinada, relacionado com a construção de marinas fluviais no interior do País.
A série foi comparada à Operação Marquês, um processo complexo com 28 arguidos, 19 singulares e 9 empresas, acusados de 189 crimes, mas o autor, João Miguel Tavares, nega que José Sócrates tenha sido a sua fonte de inspiração: «A ideia surgiu em 2013 e Sócrates só foi preso em 2014», garantiu à revista TV Guia.
«Confesso que na altura fui buscar mais exemplos ligados a pessoas como Duarte Lima ou Isaltino Morais», disse. João Miguel Tavares explicou ser «impossível» fazer um «decalque da Operação Marquês» porque não tem acesso «a uma informação tão detalhada que nos permita fazer uma série com essa precisão acerca desse caso».
O principal objetivo do ex-jornalista, que se estreia na ficção nacional, foi retratar «como funciona a cabeça de um político corrupto português, as implicações que tudo isso tem na sua casa, nas ligações com os outros».

João Miguel Tavares

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