Cabeleireiros furiosos com Cristina Ferreira e José Figueiras


Os cabeleireiros e barbearias estão entre os serviços que tiveram de fechar devido ao confinamento geral, provocado pela pandemia da Covid-19, que está em vigor há um mês.


No passado dia 27 de janeiro, Cristina Ferreira mostrou-se aos milhares de seguidores a colocar extensões para mudar o seu visual para conduzir o programa «All Together Now», que estreia em breve na TVI.
A apresentadora foi acusada de «falta de respeito pelos cabeleireiros fechados» e as críticas nas redes sociais apontam «desigualdade» de direitos: «Isto é um insulto a quem está privado de trabalhar».
Vânia Oliveira, cabeleireira de Braga, foi mais longe e avançou com uma ação, com caráter urgente, contra o Estado português, em que pede «a defesa dos direitos, liberdade e garantias», no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga.


Poucos dias depois, José Figueiras aceitou o desafio do repórter Miguel Costa e cortou o cabelo em direto no programa «Alô Portugal», da SIC, com a ajuda da colega Ana Marques. O momento gerou a revolta e Miguel Costa publicou um pequeno comunicado no Instagram da estação.
«Antes de mais acho que é importante contextualizar tudo. No dia anterior ao novo confinamento, fomos a um barbeiro, falamos sobre ser um dos negócios e das atividades mais prejudicadas, aqui, na SIC no Alô Portugal. Fui eu em reportagem, e as dificuldades foram reforçadas em estúdio. Como ator que sou (agora também repórter) sei o que é ficar sem trabalho e ganha pão de um segundo para o outro. Todos sabemos, na equipa do Alô Portugal e na SIC. Nunca na vida nos passaria pela cabeça faltar ao respeito a qualquer pessoa ou atividade. Muito menos agora. Se agora é verdade que tenho a sorte de ter trabalho, no primeiro confinamento não tinha. Por isso compreendo as dificuldades e a nossa compreensão, respeito e solidariedade são totais. O contexto do programa de hoje começou com um problema que eu tive ao tentar cortar por mim o cabelo em casa. E correu mal. Ao termos um barbeiro profissional em estúdio, foi no sentido de até dar dicas para que todos possamos fazer em casa nesta fase, sem qualquer desrespeito para com os profissionais do ramo. Só isso. Como dicas de culinária. Ou de nutrição, ou de saúde, ou a presença de artistas sem poderem trabalhar. Temos tido uma postura solidária e activa na defesa da dignidade humana, no Alô Portugal. Os alertas e as ações nessa defesa têm sido várias. E tentamos entreter ao máximo, com mensagens positivas, as pessoas que se vêem confinadas, para que o tempo custe menos a passar. Nunca foi no sentido de gozo e muito menos de falta de respeito. Antes pelo contrário. É ver o dia a dia do Alô Portugal, e verificar isso. Há um pressuposto sempre presente no nosso trabalho: ética, respeito, dignidade, e entrega total. Tentamos muitas vezes provocar boa disposição, mesmo numa fase tão complicada como esta. A solidariedade é total, para com todas e todos que por algum motivo vejam a sua dignidade posta em causa. Não duvidem disso. Tentaremos sempre fazer melhor. E daremos sempre o nosso melhor», escreveu.
Também José Figueira quis defender-se: «Deixem-me explicar também esta situação. Tenho o máximo de respeito pela classe de cabeleireiros e barbeiros. O profissional foi a estúdio no âmbito desta quarentena dar dicas a quem está em casa e quer cortar o cabelo. Nunca e jamais, era denegrir a imagem dos profissionais, antes pelo contrário, [era] falarmos da classe que está a passar um péssimo momento».

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