Ana Garcia Martins reage à polémica com Teresa Silva ocorrida na gala do «Big Brother - Duplo Impacto»

«Eu queria começar por dizer que o papel dos comentadores foi mudando ao longo das últimas edições. Isso aconteceu sobretudo a partir do BB2020. Eu acho que muita gente não está habituada a isso. Deixou ser o comentador que está ali para dizer que sim a tudo, para estar sempre passar pano nos concorrentes e passou a ser o comentador que elogia quando tem que elogiar, mas que também critica e que também aponta as atitudes menos corretas que os jogadores têm dentro da casa enquanto concorrentes», explicou.
«Aliás disso, eu acho que o paradigma dos reality shows também mudou um bocadinho e muito por causa do mesmo BB2020, trouxe para cima da mesa uma data de assuntos fraturantes e que é importante discutir (...) Mas o que eu sinto é que houve uma regressão e passou-se a aceitar e quase a normalizar comportamentos muito pouco dignificantes como aquele que aconteceu ontem [domingo] na gala e todos vocês puderam assistir», prosseguiu.
«Eu não falo em nome de todos os comentadores, só posso falar por mim. E enquanto comentadora, podem acusar-me ou podem apontar-me o dedo por uma data de coisas: por acharem que sou demasiado corrosiva, por ser demasiado cáustica, por ser injusta, por ser imparcial, enfim o que quiserem (...) E, a partir do momento, em que deixa de assim ser e entramos só no campo da ofensa pela ofensa, eu acho que a linha não pode ser ultrapassada e ontem foi. E se, por um lado, como é óbvio, eu não ia alinhar numa discussão com aquele nível, porque não faz parte da minha personalidade e porque opto por recorrer a outros meios nas minhas discussões, por outro lado também parece bastante óbvio que eu não ia ser conivente com aquilo e que era absolutamente imperativo marcar uma posição, mais não seja para que comportamentos daqueles não se repitam. Portanto, não foi um amuo, como muita gente diz, foi mesmo isso, foi marcar uma posição», afirmou.
«Como vocês puderam ver, eu comecei por pedir que a concorrente em causa pedisse desculpa pelo comentário que fez. Assim que percebi que não ia acontecer e que na verdade também não era o mais relevante para mim, disse 'não pede desculpa, mas então se não for convidada a sair do programa, saio eu'. E pronto foi isso que aconteceu», recordou.
«Como vocês imaginam, eu não fazia imensa questão num pedido de desculpas por parte da concorrente, porque à partida não seria sequer sentido, menos ainda genuíno. Fazia questão sim de garantir que ela não continuaria ali e que seria erradicada do universo Big Brother que foi, o que me foi garantido que aconteceria para que cenas destas obviamente não se repitam mais uma vez. A concorrente foi convidada a sair, os apresentadores, o próprio Big Brother, os elementos da produção pediram-me desculpa e para mim isso realmente é muito mais válido do que qualquer desculpa manhoso e pouco sentido que pudesse vir de qualquer concorrente», contou.
Ana Garcia Martins foi acusada nas redes sociais de ser incoerente porque também chamou «asqueroso» ao Rui Pedro Figueiredo e «execrável» à Teresa e esta defendeu-se: «Eu usei esses termos para adjetivar comportamentos específicos, não foi de uma forma gratuita». «Se a Teresa tivesse dito 'eu acho-te uma comentadora asquerosa, por isto, por isto e aquilo', usando argumentos objetivos e que, no caso da Teresa, seriam facilmente rebatíveis, é uma coisa. Outra coisa é dizer 'tu és asquerosa', porque é só um insulto gratuito, descontextualizado, despropositado».
Num segundo vídeo, 'A Pipoca Mais Doce' lamentou: «É muito difícil argumentar com pessoas assim, que quando se sentem atacadas, não têm capacidade para reagir de uma forma, eu não digo moderada mas, pelo menos, de uma forma minimamente ponderada e plausível».
«Acrescentar também que o Big Brother é uma fatia ínfima da minha vida e daquilo que eu faço. O Big Brother diverte-me imenso, sempre me divertiu, vocês sabem que eu sempre adorei comentar reality shows e sempre o fiz no gozo e nas minhas redes sociais, porque enfim é o meu guilty pleasure. Convidaram-me para comentadora, adoro, divirto-me imenso, divirto-me imenso com os meus colegas, ganho um dinheiro fixe, não vou dizer que não, mas não é a minha vida», referiu.
«E se eu amanhã desaparecer da televisão, meus amigos, a minha vida continua igualmente feliz, igualmente realizada, igualmente equilibrada. Feliz ou infelizmente eu não preciso mesmo de estar na televisão. E acho que é precisamente por não precisar que posso ter uma postura descomprometida e posso dizer exatamente aquilo que penso de forma transparente. (...) Não nego que isto foi uma oportunidade ótima, mas não é tudo e não faz com que eu, de repente, esteja disposta também a aturar tudo, não vai acontecer», esclareceu.
Ana Garcia Martins garantiu ainda que nunca foi censurada pela TVI, vai manter a sua postura, embora admita que se arrepende de ter comentado «o aspeto físico dos concorrentes, sobre o que escolhem para vestir».
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