Viúva de Nicolau Breyner assume receio que o ator «caia no esquecimento»

Nicolau Breyner morreu há exatamente cinco anos, a 14 de março de 2016, vítima de um ataque cardíaco, aos 75 anos de idade. Mafalda Bessa, viúva do ator e realizador, contou à revista Nova Gente que ele andava desanimado com o mundo da ficção portuguesa.
«Se ele ainda fosse vivo, acho que, por um lado, iria estar satisfeito com todos os avanços tecnológicos, mas, por outro, ia continuar a achar que tudo funciona como se fosse uma fábrica. E seria muito crítico, mas sempre discreto, em relação ao tema da cultura em geral e à maneira como o nosso Governo a gere», disse.
Mafalda Bessa teme que, com o avançar dos anos, Nicolau Breyner «caia no esquecimento»: «Claro que isto é possível. Se os miúdos não sabem o que é o 25 de abril... É preciso falar sobre o Nico, não basta a RTP Memória passar as coisas que ele fez. É preciso haver quem continue a dar-lhe importância».
«Se não falarmos, claro que vai ser esquecido», voltou a realçar. «O Nico acreditava em pessoas, mas não acreditava na humanidade. Dizia que o ser humano é mau por natureza. Eu sempre achei o contrário, mas, agora, tenho vindo a perceber que somos todos egoístas e interesseiros. Se calhar, ele tinha mesmo razão», acrescentou.
«Se ele ainda fosse vivo, acho que, por um lado, iria estar satisfeito com todos os avanços tecnológicos, mas, por outro, ia continuar a achar que tudo funciona como se fosse uma fábrica. E seria muito crítico, mas sempre discreto, em relação ao tema da cultura em geral e à maneira como o nosso Governo a gere», disse.
Mafalda Bessa teme que, com o avançar dos anos, Nicolau Breyner «caia no esquecimento»: «Claro que isto é possível. Se os miúdos não sabem o que é o 25 de abril... É preciso falar sobre o Nico, não basta a RTP Memória passar as coisas que ele fez. É preciso haver quem continue a dar-lhe importância».
«Se não falarmos, claro que vai ser esquecido», voltou a realçar. «O Nico acreditava em pessoas, mas não acreditava na humanidade. Dizia que o ser humano é mau por natureza. Eu sempre achei o contrário, mas, agora, tenho vindo a perceber que somos todos egoístas e interesseiros. Se calhar, ele tinha mesmo razão», acrescentou.
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